O Brasil e Paraipaba X Diferenças ?

dez 1, 2011   //   by gabinete   //   sobre Cultura, sobre Educação, sobre Turismo e Meio Ambiente, Unicef  //  No Comments

Considerada  com uma das mais representativas datas  do calendário político e cultural do Brasil, o dia vinte de novembro – referenciado como o dia da consciência negra no  País -,  no nosso entendimento  vem se tornando numa rara e oportuna ocasião  para que  nós brasileiros  possamos  fazer uma profunda reflexão sobre  o nosso passado, nossas origens, nosso presente  e principalmente sobre  o nosso  futuro como nação com múltiplas nacionalidades. Não falamos em múltiplas raças, por percebermos existir somente uma raça,  a “RAÇA HUMANA”. O que nos diferencia é a multiplicidade das origens, isto é, multiplicidade de  povos:  asiáticos, africanos, ameríndios, etc.  Entendemos portanto que nós, negros, não devemos nos  lamuriar quanto aos sofrimentos infligidos aos nossos irmãos  que aportaram  no Brasil ainda colônia a partir de mil  quinhentos e trinta, trazidos pela coroa portuguesa para o trabalho escravo contribuindo inegavelmente para construção de um novo país e aqui sofrendo as mais cruéis e pérfidas atrocidades.

Veja aqui as fotos do Dia da Consciência Negra

É conveniente afirmar que a cor da pele não é  parâmetro  seguro que torna um indivíduo bom ou mau, mas sim o seu caráter. Estudos abalizados  indicam que o branqueamento  da cor  da pele deve-se a uma série de fatores destacando-se o clima e os hábitos alimentares. O que é preciso  ser debatido no momento  são as oportunidades  de acesso a uma educação de qualidade que foi e continua sendo  negada aos cidadãos mais carentes e principalmente aos negros. Num país com maioria afrodescendente, o negro precisa ser mais altivo e, com determinação, definir  claramente qual o seu  papel na sociedade. Neste momento não é mais permitido a intolerância, o rancor e as indiferenças. No caso específico de Paraipaba  todo o esforço está  sendo feito para que negros, pardos, loiros, pele escura, pele clara, morenos, mulatos, cor de jambo, amarelo, pobre, abastado, enfim,   todos sejam indistintamente  tratados com dignidade, com amor, com respeito, com fraternidade e  igualdade. Ao negro, por questão de justiça, emprestamos toda a nossa solidariedade no dia  em que, na Praça da Matriz, toda a sociedade de Paraipaba viveu este momento cívico e teve a oportunidade de  reverenciar a imagem viva  do  herói ” Zumbí “.  Claudemir Silva Rodrigues – Secretário de Turismo, Cultura e Meio Ambiente.


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Memórias de uma terra